20.12.05

Uma carta para ela

Quando te encontrei meu coração estava partido, minha vida um deserto, diante de mim havia apenas a perspectiva de um longo caminho, todavia o destino era incerto, duvidoso. Saber de você depois de tantos anos era uma experiência fascinante, sua imagem estava nítida em minha mente, sua lembrança era algo de muito bom que havia existido no passado. Para você eu fiz o meu melhor poema, a poesia da saudade.

Eu não esperava pelo que o destino nos reservara, nossas vidas haviam tomado rumos diferentes, andamos em direções opostas e mesmo assim nossos caminhos se cruzaram e então tivemos nosso encontro. Foi o encontro de duas pessoas que traziam em si a lembrança de um tempo, ainda que longínquo, cheio de bons momentos vividos.

Você trouxe consigo as melhores alegrias para me dar, me mostrou o amanhecer de um novo dia, me fez feliz, com seu sorriso, com o seu viver, com seu jeito de falar, sorrir, andar. Eu te amei no primeiro momento de nosso encontro, eu te quis logo que fiquei diante do teu olhar. Impossível resistir ao tua presença, e você me chamou de sedutor, logo eu que estava completamente seduzido.

As minhas palavras ao teu ouvido não foram ditas a outra se não a você. O nosso momento foi único e especial, não foi um "déjà vu", nem mesmo a reedição de outros momentos, não! O que vivemos e o que foi dito fez parte de um instante de uma vida que não se repete. Não há comparação com nada do que já tenha ocorrido, nunca será igual novamente em nenhum tempo.

Você é insuperável, é a melhor, é única, mas é inacessível, impossível, intocável, proibida.

Nunca houve, nunca haverá alguém igual a você, em nada você pode ser superada, mas seguirei guardando em mim apenas a sua lembrança, pois nada posso ter de você comigo a não ser as lembranças que ficaram gravadas em minha mente, impregnadas em minha alma, tatuadas em meu corpo, serão as marcas deixadas por você em mim que me farão saber que não foi um sonho, mas que eu vivi um instante no paraíso, que alcancei uma estrela e ousei tocá-la.

É Isso Aí
(Ana Carolina)
É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua
Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar
É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade
É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores
Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar

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